Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores

O sector
em Portugal.

Certificação, livros genealógicos, estatísticas, informação técnica, legislação e mercados da suinicultura portuguesa — reunidos numa só página.

01 - Certificação

Porco.pt

O despacho 1134/2017, de 27 de Janeiro, do Diretor-geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural aprovou o caderno de especificações para a produção e comercialização de carne de suíno com o rótulo Porco PT.

De acordo com o disposto no artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 71/98 de 26 de março, bem como nos termos do n.º 1 do Despacho 10 747/98 (2.ª série) de 8 de junho, e, verificada a conformidade da candidatura apresentada, é autorizado à Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores, o direito de utilizar o caderno de especificações e o rótulo para a produção e comercialização de carne de suíno “Porco PT”.

Designa-se por carne de suíno — Porco PT, a carne proveniente de carcaças de suínos, obtidas a partir de animais criados em explorações pecuárias portuguesas, alimentados à base de cereais, com normas de bem-estar animal certificadas.

As características do produto ficam a dever-se essencialmente à alimentação fornecida aos animais, com um mínimo de 50 % de cereais, e às condições de bem-estar animal, com uma área de engorda útil no mínimo superior às ditadas pelas normas europeias. O produto apresenta-se no mercado sob a forma de carcaça e meias carcaças, bem como sob a forma de qualquer peça de desmancha, embaladas ou a granel. (in Despacho 1134/2017 do Diretor-geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural).

O Despacho 205/2017, de 5 de Janeiro, do Diretor-geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural reconhece a CERTIS – Controlo e Certificação, Lda. como organismo de controlo para produtos de “Carne de Suíno – Porco PT”.

O programa iniciou-se na produção no dia 1 de Janeiro de 2017, estando o seu lançamento oficial agendado para o dia 23 de Junho de 2017, na cidade do Cartaxo, por ocasião do VIII Congresso Nacional de Suinicultura.

02 - Campanha europeia

Let’s Talk About Pork

Let’s Talk About Pork From Europe é a assinatura da campanha de comunicação lançada no dia 8 de julho de 2020, com o propósito de desmistificar alguns dos mitos mais frequentes sobre a carne de porco.

A iniciativa, cuja duração prevista são três anos, decorre simultaneamente em Portugal, Espanha e França e dirige-se essencialmente a públicos jovens, até aos 30 anos. Os três países foram escolhidos pela importância que a carne de porco assume não só na economia local, mas também na dieta alimentar mediterrânica, considerada pela UNESCO património imaterial da humanidade.

A campanha, cujo investimento previsto ronda os 7.500 milhões de euros, é gerida por entidades setoriais de cada país: Aligrupo – Agrupamento de Produtores de Suínos e Agrupalto – Agrupamento de Produtores Agropecuários (Portugal); Interporc – Interprofesional del Porcino de Capa Blanca (Espanha) e Inaporc – Interprofession Nationale Porcine (França).

A carne de porco é uma das carnes mais consumidas em todo o mundo, mas tem sido alvo de mensagens erradas e por vezes difamatórias, que associam negativamente a produção de porcos a temas sensíveis ligados com o ambiente, a segurança alimentar e o bem-estar animal. Esta desinformação tem levado o público, e especialmente os mais jovens, a substituir o consumo de carne de porco por outros bens alimentares.

A campanha Let’s Talk About Pork From Europe decorre em vários suportes publicitários, como televisão, rádio e online, apostando também nas redes sociais, tendo em conta que se dirige essencialmente a públicos alvo jovens. O investimento total previsto para o mercado português é de 1,4 milhões de euros.

“Reconhecendo que é imperativo combater a desinformação e esclarecer alguns mitos que se instalaram, a União Europeia decidiu lançar a campanha Let’s Talk About Pork From Europe, à qual nos associamos de imediato. Nos próximos três anos teremos oportunidade de desmistificar e esclarecer dúvidas sobre a relação da suinicultura com o meio ambiente, e também com a segurança alimentar, o bem-estar animal, a investigação, a diversidade, os benefícios nutricionais e a alimentação animal.”

Vítor Menino — Presidente da FPAS

03 - Livro Genealógico

LGPS — Livro Genealógico.

O Livro Genealógico Português de Suínos tem por fim assegurar a pureza ética das raças admitidas, contribuir para o melhoramento e favorecer a difusão de reprodutores qualificados.

A FPAS é a entidade gestora do LGPS reconhecida pela Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária. O LGPS é reservado às raças Large White, Landrace, Duroc, Pietrain, Hampshire e Branco Belga.

Estão registados no LGPS 54 criadores detentores de 65 explorações, estando registadas 3238 fêmeas em linha pura e 56 machos, maioritariamente da raça Large White. Anualmente são registados cerca de 11.000 nascimentos.

O LGPS é gerido por uma direcção que reporta ao Conselho Geral do Livro. À direcção compete:

Representar o LGPS a nível nacional e internacional;
Cumprir e fazer cumprir o Regulamento do Livro e do Registo Zootécnico pondo em execução as medidas necessárias ao seu bom funcionamento;
Elaborar e submeter à aprovação da direcção da FPAS os orçamentos anuais relativos ao seu bom funcionamento;
Organizar os serviços administrativos e registos contabilísticos, de acordo com a legislação aplicável;
Deliberar sobre a aceitação dos pedidos de adesão ao LGPS, bem como a irradiação dos criadores que a eles tenham aderido, após inquérito e audição dos interessados; destas decisões caberá recurso para o Conselho Geral do LGPS;
Propor aos serviços oficiais competentes as alterações ao Regulamento que tiver por convenientes, ouvido o Conselho Geral do Livro;
Manter permanentemente actualizados os ficheiros e demais registos necessários à prossecução dos fins específicos do Livro Genealógico;
Assegurar o funcionamento dos serviços inerentes ao Livro Genealógico
A direcção técnica do LGPS é da responsabilidade do seu secretário técnico.

Presidente LGPS: Dr. Gonçalo Pimpão

Secretário Técnico: Dr. Ricardo Mesquita

Para mais informações contacte a FPAS.

04 - Raça autóctone

Malhado de Alcobaça.

O Malhado de Alcobaça é uma das três raças suínas autóctones portuguesas. Esta raça está seriamente ameaçada de extinção, mas, graças ao empenho de alguns produtores, da FPAS e do Município de Alcobaça está de novo a ser produzida e divulgada. A carne é de alta qualidade, principalmente a carne grelhada, os enchidos, o presunto, a morcela de arroz e o leitão assado.

Características

O Malhado de Alcobaça apresenta como principais características raciais uma boa corpulência, esqueleto forte, de temperamento calmo e rústico. A pele é revestida por cerdas fortes, compridas e grossas, de cores branca e preta, formando malhas. A cabeça grossa, de perfil côncavo, com tromba espessa e orelhas compridas, largas e pendentes. O tronco é comprido, largo e musculado, com espáduas bem desenvolvidas e linha dorso-lombar convexa. As coxas são musculadas e desenvolvidas. Os membros são altos de boa musculatura, com pés fortes e robustos. São animais com crescimento mais lento, que o dito porco industrial. Uma fêmea pode parir cerca de 9 a 11 crias.

A História do Malhado de Alcobaça

O Malhado de Alcobaça apresenta-se como a 3.ª raça suína autóctone portuguesa, a par das raças Alentejana e Bísara. Esta raça terá tido origem, em 1865, pela mão do veterinário Joaquim Inácio Ribeiro que operou sucessivos cruzamentos entre porcos bísaros açorianos e porcos ingleses.

A população daí resultante foi designada por Malhado de Alcobaça, Torrejano ou porco da Granja, e foi produzido por toda a região Oeste. Estima-se que, em 1947, existiam cerca de 65 mil animais. O quase desaparecimento desta raça deveu-se ao surto de peste suína africana e ao fraco potencial económico dos seus criadores que não possuíam mais de duas porcas reprodutoras.

Em risco de extinção, a raça foi preservada até aos dias de hoje, pelo produtor Selecpor, SA, na pessoa de Manuel Leal.

Atualmente o Malhado de Alcobaça está a ser promovido graças ao trabalho levado a cabo por um conjunto de produtores, da FPAS, da Associação dos Agricultores da Região de Alcobaça e da Câmara Municipal de Alcobaça, que têm desenvolvido esforços com vista à divulgação, certificação e registo da marca.

O Livro Genealógico dos suínos da Raça Malhado de Alcobaça (LGMA) tem por fim assegurar a pureza étnica da raça, contribuir para o seu melhoramento genético e favorecer a difusão de reprodutores qualificados. A FPAS é a entidade gestora do LGMA reconhecida pela Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária.

05 - Números do sector

Dados Estatísticos.

Estatísticas em destaque

Contas Económicas da Agricultura – 1.ª Estimativa (INE)

De acordo com a primeira estimativa das Contas Económicas da Agricultura (CEA) para 2020, o Rendimento da atividade agrícola, em termos reais, por unidade de trabalho ano (UTA), deverá registar uma diminuição (-3,3%), situação que não ocorria desde 2011. Para esta evolução foi determinante o decréscimo do Valor acrescentado bruto (VAB) (-7,7%), parcialmente atenuado pelo crescimento dos Outros subsídios à produção (+3,6%).

As exportações de produtos agrícolas, no período de janeiro a outubro de 2020, registaram um aumento de 6,2% face ao período homólogo, enquanto as exportações totais de bens decresceram 11,5%. No mesmo período, as importações de produtos agrícolas diminuíram 2,6%, um decréscimo menos significativo do que o das importações totais de bens (-16,5%).

06 - Documentação

Informações Técnicas.